De plástico para gasolina?!

Se quiserem ler o artigo no original, segue o link.

O que é a iNature

Prepare-se. Uma grande ideia não pode ser exposta sem as devidas proporções, portanto este será um texto grande. Este post pretende explicar de onde surgiu a ideia iNature e como ela funciona. Se preferir acesse a versão resumida apresentada em flash.

INature Michelle

Vamos primeiramente ao nome. iNature: “i” em latim ou em inglês “eu” e “nature” igualmente em latim ou em inglês “natureza”. O nome leva a uma reflexão das interações entre homem sendo que o “i” em minúsculo em oposição ao “Nature” justifica-se no entendimento de que a existência do homem é dependente da natureza e faz parte da mesma.

Agora à concepção da ideia. Alguns dados foram sem dúvida influências fortes para gerar esta iniciativa, vamos a eles. Cerca de 3; 5 ou até 15% dos rendimentos brutos de grandes empresas no Brasil são gastos com publicidade, com a veiculação da imagem da marca. O país gastou 22,2 bilhões em publicidade no ano de 2010 – ou deveríamos chamar de investimentos?. Este setor inclusive vem registrando constante aumento nesta área chegando à casa de crescimento de 25% anuais. Um excelente panorama se considerarmos que o crescimento do país em si orbita em torno de 5%.

Os dados acima retratam a realidade da propagada no Brasil, por que, mesmo considerando que o verde e amarelo estejam em franca emergência no cenário mundial, nós ainda não somos um país muito tradicional com propaganda. Os Estados Unidos, por exemplo, beiram 200 bilhões anuais em gastos com propaganda.

Temos também que cerca de 50% do mundo – em termos monetários – são grandes empresas. A outra metade é representada por grandes governos, grandes nações. Entretanto a porção relativa às corporações vem aumentando, ganhando espaço em relação à economia dos países propriamente ditos. A General Motors, por exemplo, hoje supera todo o capital da Dinamarca.

Juntando as ideias. Vamos supor então de forma bem genérica que o gasto geral das empresas com ações de publicidade é de cerca de 7% do rendimento bruto. Cortando isso pela metade – uma vez que esta é a parcela do planeta – em dinheiro – ocupada pelas empresas, temos que 3% de todo o dinheiro do mundo é aplicado em publicidade. Isso sem considerar que existem bem mais empresas que governos e sem considerar que os governos também têm investimentos sérios com publicidade. Os 8 anos do governo Lula gastaram 16 bilhões em propaganda e patrocínio. No globo atingimos as cifras dos trilhões. Este é o preço pago para atingir os seus olhos.

x-defaultMas… E se pudéssemos mudar o curso da propaganda, do marketing, da publicidade, dos meios de divulgação de uma marca? Mais ainda, e se pudéssemos mudar a forma como as pessoas percebem estes esforços de veiculação de imagem? E se fizéssemos diferente? E se alterarmos o curso da publicidade para ajudar as pessoas ao invés de injetarmos trilhões nas grandes emissoras de TV e em grandes eventos de entretenimento como futebol e basquete? Milhões, bilhões ou trilhões em dinheiro para ajudar pessoas com certeza não soa como uma má ideia.

Mas nós deveríamos ajudar em quê? Perguntei-me. Acontece que assim como 50% do mundo em termos financeiros são grandes corporações, 50% do mundo em termos populacionais são pobres ou miseráveis. 70% não concluíram os níveis escolares básicos – se é que não receberam educação de qualidade como um todo. No Brasil, que melhorou muito nos últimos tempos, ainda temos quase 10% da população em situação de extrema pobreza e 50% não completou o ensino fundamental. Isso para não mencionar o problema do analfabetismo funcional – que é quando a pessoa termina “a escola”, mas é incapaz de compreender um texto pequeno, compor uma redação ou resolver outros problemas escolares simples.

É de todo sabido que o planeta está começando a perceber escassez de recursos não renováveis. Igualmente não é novidade que estamos degradando ecossistemas, se não o meio ambiente em escalas globais. Em breve seremos forçados a buscar alternativas de existência. Novas tecnologias, novos parâmetros de consumo e crescimento. Teremos que nos adaptar. Felizmente sabemos que alternativas e tecnologias já existem por aí, mas são pouco conhecidas por que não recebem os devidos incentivos e não tem porte para concorrer com o grande mercado.

O que me dizem então de ajudarmos pessoas desta forma? Ajudar pessoas em situações de vulnerabilidade social e econômica, buscar a conscientização e a educação da população e produzir uma relação com nosso ambiente de forma sustentável. Nada mal. Entretanto, para que as ações de divulgação de uma marca sejam direcionadas para os que mais precisam deste dinheiro investido, as empresas certamente precisam de retorno. É preciso que estas novas ações de publicidade sejam revertidas em divulgação da marca e crescimento de vendas. Necessário então, estimular as pessoas a consumir produtos das companhias que investem desta forma. Vamos criar uma nova identidade de consumo.

A princípio pode parecer algo utópico, mas não vejo desta forma. Citemos os casos dos grandes clubes esportivos. A identificação com aquela marca, reforçada desde a infância leva a uma paixão quase que vitalícia. Eu mesmo já consumi produtos de um ex-patrocinador do São Paulo Futebol Clube em uma humilde tentativa de ajudar o time pelo qual tenho apreço. Vejamos igualmente pelo lado do aumento de produtos verdes, várias marcas vendem seus produtos sob a égide da proteção ao meio ambiente através de meios ecologicamente corretos de produção – já comprei até cuecas e papéis higiênicos com este tipo de iniciativa. Podemos citar diversas outras empresas que vendem mais por sua ideia do que pelo produto em si. Enfim, o vídeo abaixo fala melhor que eu:

(Se preferir assistir o vídeo no TED)

Pois é exatamente isto que a iNature tenciona fazer. Ficou perdido? Vamos lá. A iNature é uma empresa que ajuda as pessoas e toma ações sustentáveis; pessoas passam a perceber, se identificar e se apaixonar com a causa; não obstante, as pessoas passam a colaborar com a iNature. Como? As pessoas dão suporte as empresas que financiam as ações da iNature e a iNature por sua vez dá ampla divulgação das empresas que estão fazendo isso, alimentando o ciclo (a apresentação em flash acima torna a compreensão ainda mais fácil).

Quer melhor que isso? Tudo bem. A iNature será uma empresa (não ONG) sem nenhuma finalidade lucrativa. Isso significa que iremos gerar lucros e iremos pagar nossos funcionários, bem como todas as outras despesas, mas “sem finalidade lucrativa” significa que de forma alguma os lucros gerados pela empresa serão usados para benefício pessoal de seus diretores. O excedente, ou lucro, será aplicado na ampliação de todos os serviços que iNature vier a ofertar.

Para isso, eu, assinei um termo de compromisso que limita o meu pagamento pelo trabalho na iNature em no mínimo 1 salário mínimo e no máximo 15 salários mínimos, ou 10% do rendimento bruto da empresa enquanto este valor estiver entre 1 ou 15 salários mínimos. Como garantir isso? TODA a movimentação financeira da iNature será em aberto, transparente, postada na internet.

Gostou da ideia? Quer fazer parte? Entre em contato, comece clicando em como colaborar ou contato.

Sejam bem vindos.

FAQs

  • Não poderia ser uma ONG?

Não. Infelizmente no Brasil uma ONG tem diversos trâmites burocráticos que não são interessantes para a agilidade e diversidade das ações propostas. Além disso, o dinheiro aplicado em uma ONG pode ser reduzido do valor de impostos, dinheiro que, ao menos em teoria, também é aplicado em benefício da população. A ideia da iNature é direcionar valores investidos em publicidade para benefício da população e do meio ambiente.

  • Não poderia ser algo feito diretamente pelas próprias empresas interessadas?

Sim, poderia. Mas desta forma temos que superar duas dificuldades que a iNature supera. Ações em conjunto entre várias marcas seria um complicador. Ações individuais acabariam sendo menores que ações em conjunto – por exemplo, uma empresa apenas poderia fazer painéis de energia solar, duas ou três juntas uma casa toda sustentável, 10 ou 15 uma pequena vila sustentável. A iNature agrega com facilidade várias empresas podendo aplicar em projetos interempresariais de publicidade. O segundo e maior e complicador se direciona ao público. Uma empresa comum não tem suas movimentações financeiras em aberto e não é esperado que elas façam isso. Dessa forma fica difícil saber realmente o que está sendo investido neste modelo sustentável de publicidade, enfim, não fica totalmente transparente.

Neste texto utilizamos informações dos seguintes endereços:

Zeitgeist Addendum, Zeitgeist Moving Forward, Etc Group.

Terapia #01

Este espaço é utilizado como canal de identificação entre vocês e o eu. Aqui eu relato experiências pessoais que não refletem os entendimentos da iNature. Os mesmos são escritos sem qualquer roteiro, utilizando apenas o recurso de revisão do texto após escrito.

O tempo passa e eu tive uma boa ideia (apresentarei a mesma em outro post). A ansiedade associada ao sentimento de baixa autoestima me levou a tentar as coisas de forma prematura – e porque não melhorar esta palavra dizendo imatura. Grandes expectativas, repertório insuficiente e caracteres de personalidade como timidez, sensibilidade a reforço social – também associado à baixa autoestima – foram fatalmente antecedentes de sentimentos de frustração.

Acrescente a esta receita a necessidade de um jovem recém formado fazer dinheiro para construir uma vida. Fui levado a abandonar uma boa, ótima ideia para trabalhar 50 horas por semana.

View Shades of gray

Cai na real. Percebi que (de forma alegórica, claro!) tornei-me um prostituta do sistema. Tinha gana por dinheiro acima do que está sendo feito (sim ainda está feito, mas não aqui, graças a Deus), fins que justifiquem os meios, sacrifícios temporários para atingir um bem necessário.

Acontece que nem os meios – o trabalho não é em suma excitante, o pagamento não é tão bom e as perspectivas, piores ainda – nem os fins – que são apenas finalidades de ganhos e bens pessoais – estão corretos, ao menos não estão deixando minha cabeça descansar no travesseiro.

E eu resolvi voltar para o blog, para a ideia.

Sem expectativas. Honestamente minhas expectativas são: que eu goste de fazer, que eu não seja alvo de preconceito ou retaliação por conta do que digo, que eu ande com minha consciência tranquila de saber que estou fazendo algo no que acredito e que, se possível, seja uma boa influência na vida de pelo mais uma pessoa – afinal, dito às lágrimas por uma boa amiga certa vez: “se você fez a diferença na vida daquela uma pessoa, seu trabalho foi realizado”.

Sem ambição. Não vou tentar acumular conhecimento – atitude ridícula e para a era da internet. Nem vou monopolizar ou produzir sobre tudo. Muita gente faz as coisas melhor que eu, mas não é por isso que eu vou deixar de fazer ou deixar de reconhecer isso e fingir que eu sei fazer tudo e sei fazer bem. Eu vou espalhar minha real ideia com a iNature – algo que eu não fiz antes por imaturidade, ambição, sensibilidade a reforços sociais, etc. Se alguém, um dia, transformar o meu mundo iNature privado aqui dentro da minha cabeça em verdade, minha felicidade será grande o suficiente para ter feito sentido e para ter valido a pena (espero apenas ter a oportunidade de fazer parte dele).

Com amor. Se o ser empiricista, cético, pragmático e racional (e porque não admitir frio ou aversivo) não mais é querido. Este mesmo ser vai buscar falar ao coração, que é onde este blog deve repousar primeiramente.

Boas coisas virão. Não porque há garantias de que virão bons resultados. Mas antes porque as lentes que enxergam as consequências que tivermos agora serão as lentes do otimismo.

Faltam 1 ano e 2 meses para a Copa…

…das Confederações.

Cuiabá

Perspectiva do estádio de Cuiabá.

O evento teste para a Copa do Mundo Fifa de 2014 terá sua abertura em Brasília no dia 15 de junho de 2013, já está as portas. E é por isso que venho passar a vocês leitores minha breve opinião dos acontecimentos.

Começo com Continuar lendo

Thanks

Internet vs Television

E se pensarmos em descrescer?

Impossível descrever a idéia em melhor forma que a lida nestes links. Portanto, simplifico meu trabalho e informo melhor aos leitores sobre Descrescimento, uma discussão que já perambulou pelo Continuar lendo