Funk e sociologia*

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Assim como aconteceram com os  Hippies, Punks e o Black Power – todos por volta da década de 70 – o Funk será encarado em um futuro próximo como um movimento de “contracultura” jovem. Tal como é dito na imagem acima: utilizando de roupas, hábitos, linguajar, música e ideais característicos, o objetivo era rejeitar a sociedade estabelecida apontando suas mazelas e má formações.

O Brasil gerou uma enorme exclusão social, esta classe geralmente vê como alternativa de existência apenas a subserviência, a criminalidade ou a arte. Muitos deles optaram pelos dois últimos.

Os “funkeiros”, como são chamados, serão vistos como um grupo dos primeiros anos do século XXI que retrataram a vida e a realidade das favelas, a proteção de sua comunidade, o crime contra a classe dominante juntamente com o repúdio pela coerção policial e um elogio à liberdade e aos prazeres sexuais. Com isso chocaram a sociedade de sua época, foram mal compreendidos por muito tempo até conseguirem (conseguirão no caso) a aceitação de seus principios.

Porque? Porque o tempo passa, os filhos crescem, vivem em um mundo diferente e absorvem muitos absurdos (do ponto de vista dos pais) como algo natural e muitas naturalidades (do ponto de vista dos pais) como algo absurdo.

Tese + antítese = síntese, é sempre assim meus caros.

*Gostei de fazer este post? Não. Concordo e gosto do funk? Igualmente não. Mas escrevi ainda assim.

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